Andadores, usar ou não? Eis a questão…

Mais um artigo escrito pela parceira Giovana Alioto, a nossa educadora física. Desta vez ela traz um assunto que aflige a muitos pais de bebês: Andador, usar ou não usar? E ela mostra as vantagens, desvantagens e dá a sua opinião final (que eu concordo totalmente!!!)

Dá uma lida e me fale se usaram ou o que acham!

Andadores, usar ou não? Eis a questão…

A resposta é: depende. Piorou né?

Existem dois tipos de andadores, um deles é aquele com uma cadeirinha no centro e o outro é o de empurrar.
A polêmica maior está em cima do primeiro, que já foi abolido desde 2007 pelos canadenses, devido principalmente ao grande risco de acidentes com lesões graves como fraturas e traumas, e também, por prejudicar o desenvolvimento motor natural da criança, pois inibe as tentativas de erros e acertos do bebê em assumir o controle do seu próprio corpo e assim, progredir naturalmente na escala motora que é, rolar, rastejar, engatinhar, ficar em pé com apoio e andar.

Os acidentes ainda são os maiores argumentos contra  esse tipo de andadores, pois eles dão uma “falsa liberdade” para os bebês e para os pais. O bebê consegue mover-se  livremente e com uma velocidade MUITO considerável pelos espaços da casa, tendo um acesso mais fácil e rápido pelos cômodos mais perigosos que são cozinha e lavanderia, explorando portas, gavetas, fornos e alcançar produtos que podem ser tóxicos. Não que um bebê que engatinhe não corra os mesmos riscos, porém ele não possui as “facilidades” (ficar na pontas dos pés, equilíbrio e sensação de “falsa” segurança), que o andador proporciona. Como todo o veículo que possui rodas, esses andadores atingem uma velocidade considerável para a causa de acidentes traumáticos e fraturas, pois se algum objeto travar a roda do andador, fisicamente, o corpo é projetado para frente e a primeira parte que vai direto ao chão é a cabeça.

Do ponto de vista neuromotor, sim, ele prejudica o desenvolvimento motor natural, pois carece de estímulos de qualidade de movimento. Por exemplo, se uma criança quiser um objeto que está longe, o que ela vai fazer? Irá rastejar, esticar os braços, engatinhar, tentar levantar…ela conscientemente vai descobrir um jeito de resolver seu problema. Já com o andador, ela chegará ao objeto, sem pensar muito, andando de forma errada, (os andadores fazem com que elas automaticamente andem nas pontas dos pés prejudicando a marcha e a postura), e sem desafio nenhum. É incorreto pensar que o andador irá estimular ou ajudar a criança a andar mais cedo, ela só irá andar quando tiver desenvolvido um grau de maturidade neurológica e motora que condiz com sua faixa etária e biológica que vai mais ou menos entre  9 e 15 meses.

Quanto ao uso dos andadores de empurrar, esses também não são totalmente seguros, mas a proporção de acidentes graves são bem menores por não atingir grandes velocidades e caso  a criança caia ou escorregue,  é mais difícil que a cabeça vá primeiro ao chão.  Esse tipo de andador, quando usado na idade biológica coerente que seria na transição entre engatinhar e ficar em pé, ele estimula a criança a ter um maior controle da marcha, pois para a criança empurrar, ela precisa de equilíbrio, força e coordenação.  Mas reforço aqui que a criança não precisa em nenhum momento desse tipo de brinquedo para adquirir essas habilidades motoras. Ela irá progredir sim e com muita qualidade de movimento através das brincadeiras, exploração do ambiente, música, liberdade e sempre, SEMPRE sob a supervisão de um adulto responsável.

Cabe a nós pais, fazermos a melhor escolha…

Bora, brincar, se divertir, dar atenção e muito amor aos nossos bebês? O que eles menos precisam são de brinquedos com falsas promessas.

Para quem quiser tirar mais dúvidas com ela, manda um mail!

Giovana Alioto e-mail giovanaalioto@hotmail.com

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