As crianças e as fantasias

Segundo especialistas, a partir dos dois anos, as crianças já começam a desenvolver uma espécie de mundo à parte e é comum a presença de amigos imaginários na vida dos pequenos.

É nessa etapa que as crianças começam a figurar o mundo com princesas, super-heróis e bichinhos, tentando, de certa forma, compreender o universo em que elas vivem e suas relações sociais.

A fantasia, de certa forma, fortalece o ego infantil.

Além de divertir e incentivar a criatividade, a criança tem a chance de se sentir diferente, de experimentar outras linguagens, de incorporar personagens e suas habilidades.

É muito mais fácil projetar sentimentos em super-heróis, bruxas e todo tipo de personagem.

Essa fase é normal e importante, pois auxilia a criança a lidar com situações do dia a dia de forma positiva para o seu desenvolvimento.  

Muitas vezes, o personagem escolhido no decorrer da brincadeira demonstra o que a criança é e o que está sentido. E, para isso, não é preciso nada muito elaborado. Um lenço na cabeça já é válido.

A fantasia deve ser escolhida com a participação da criança, observando seus gostos e interesses.  

O personagem deve ter um traço de identificação, porque assim, torna-se um brinquedo dotado de valor afetivo e simbólico.  

A partir dos 5 anos, é comum o uso da fantasia diminuir. Os pedidos para vesti-la ficam espaçados porque os interesses mudam.   

As crianças estão desenvolvendo a lógica do pensamento concreto e começam a substituir a fantasia pela realidade. E em sua vida social já não “fica tão bem” usá-la. 

Após esta idade o traje acaba sendo procurado apenas para a diversão.  

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