Para brindar a todos nós, a Melka, a minha parceira psicóloga, sempre antenada ao que acontece no dia a dia, me mandou o seguinte texto, sobre o fato de uma loja na Rua Oscar Freire, nos Jardins, em São Paulo, ser acusada de ter expulsado, por racismo, um garoto de 8 anos que estava na calçada em frente à sua fachada.
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Aos 8 anos, a gente não entende o duplo sentido do mundo, porque ainda estamos observando, experimentando, testando e brincando. Ainda pertencemos à inocência. Que ILUSÃO!
Aos 40 a gente escolhe alienar-se, ou se intoxicar com tamanho desprezo da própria raça.
Imaginem só, um pai negro, digno, passeando num bairro nobre, com seu filho de 8 anos que pouco deveria se importar se roxo, azul, verde, laranja é sua pele, aprendendo que não é bem-vindo porque é negro.
Que dor no coração vermelho deste pai. À propósito, qual a cor do seu coração? Branco, Negro ou Indignado?
Vendedora da loja Animale da Oscar Freire pediu que o filho (confundido com qualquer coisa) se retirasse da calçada da "sua" loja.
Cena: pai e filho juntos, em frente à loja Animale, telefonando pra saber da esposa/mãe que estava comprando calçado em outra loja enquanto os dois tinham ido tomar um sorvete.
O que vc faria se seu filho sofresse este abuso, ou qualquer outro, numa cena tão comum como está?
Eu pergunto: quem é o "Animale"desta cena?
Com tamanha globalização e velocidade, o preconceito ainda levanta sua bandeira, que certamente não é um Arco-íris colorido. É uma bandeira subliminar escondida nas frestas de frases mal construídas e ignorantes. E fincada na boca de "Animales" que matam por prazer. Que arrancam a pele do outro sem entender que sangrar dói a alma.
Só pode ser desvio da própria raça. Porque a minha cachorra, classificada como irracional, conversa comigo! Ok, não tem comparação, eu sei.
Meus sincero respeito a este pai, este filho e esta mãe.
Peço desculpas em nome da raça que, tem hora, infelizmente nos representa.
Bj
Lindo né?
