Conversa em texto!

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Uma coisa que estou adorando em manter o meu blog é conhecer novas pessoas com os mesmos interesses que os meus, focado na infância.

Recentemente conheci a Ana Rodrigues, ela se especializou em Psicologia Infantil, Psicopedagogia e atualmente está especialização em formação de professores, atuando em Minas Gerais.

Conversa vem, conversa vai, combinamos em nos unir, abrindo um espaço dentro do campo de psicologia e infância para que ela exponha as ideias delas.
Serão textos livres sempre focados na criança e não no projeto de adulto que ele se tornará e sim no “futuro adulto de sucesso” que ela pode se tornar, dando ênfase à infância, AQUI E AGORA!

Ela divulga o seu trabalho com pequenos textos em sua página do Instagram: ana_escutaainfancia (entra lá e conheça, vale super a pena!)

E, atendendo aos meus pedidos, ela elaborou um texto sobre comunicação com crianças, que adorei! Veja o que você acha e comente após!

Com a palavra, a Ana:

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Conversa em texto!

Dedico-me ao estudo da infância e à partilha de momentos ímpares com crianças há algum tempo. Sim! Sou completamente apaixonada pelo que faço!
A convivência com os pequenos me ensina a todo momento que leveza e autenticidade deixam a vida um tanto quanto mais interessante…
Ao longo da minha caminhada, que já passa de 17 anos, estive em contato com muitos pais e mães, na mesma proporção, é claro, que com as crianças. Afirmo que adultos que viram pais e mães ganham de brinde algumas porções: de vaidade, de orgulho, de alegria, de amor, de maturidade, de tensão, de preocupação, de realização, de responsabilidade, de olheiras, de sorrisos largos e gratuitos. Uma verdadeira montanha-russa de sentimentos e experiências! Entre dores de barriga e febres, trocas de fraldas e mamadas, o primeiro dente e o primeiro passo… Pais se tornam homens mais sensíveis e mães se tornam mulheres incríveis. Ambos não param de crescer junto do filho!
Entre tantas conquistas, um dos principais marcos da vida de uma criança é a aquisição e o desenvolvimento da linguagem. Também é o que mais inquieta e encanta o mundo adulto, tendo sido inclusive objeto de estudo de grande teóricos e pensadores, como Vigotsky, Piaget e Freud. E é exatamente sobre isto que hoje quero conversar…
Desde as primeiras experiências em produzir sons, as crianças já deixam a família intrigada, construindo uma lista de ideias, hipóteses e apostas sobre os balbucios, tais como:
– Que gracinha, acabou de falar “mamãe”!
– Escutem… Está falando “vovô”!
– Será que chamou “papai” ou está pedindo “papa”?!
Os primeiros sons produzidos são sim representações da origem da linguagem, a princípio inatas, tão importantes quanto o choro no nascimento. Ao longo dos meses, especialmente quando a criança é cercada por adultos que dialogam muito com ela, pode-se esperar intencionalidade e reações sonoras cada vez mais próximas do que querem comunicar.
Compreendem e apontam os objetos nomeados, muitas vezes antes de falar, o que também deve ser considerado como linguagem. Passam a tentar sons específicos, por imitação, até produzirem as primeiras palavras. Por isso, deixo aqui uma dica: evitem frases infantilizadas e excesso de diminutivos. São pequenos mas podem e devem ter contato com um vocabulário rico e respeitoso. Afinal, é este o repertório que irão aprender.
Aproveito ainda para chamar atenção para as múltiplas linguagens da criança e não somente a fala e a oralidade. O corpo, o choro, a mordida, e mais tarde, o jogo, a brincadeira, o desenho e a escrita também são linguagens e recursos de comunicação, revelando crescimento social, emocional e cognitivo. É exatamente isto que nos diferencia dos outros seres: a capacidade de comunicar! Portanto, fale, cante, nomeie, pergunte, recite poesias, leia e conte histórias, escreva, desenhe, brinque, ensine. Enfim, dê modelo de usuário e apreciador das múltiplas formas de comunicação e expressão… As crianças merecem!
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Legal né?
Para quem quiser entrar em contato com ela, segue os dados:
e-mail: apaularodrigues@yahoo.com.br

Ah! Ela também orienta pais e mães pessoalmente ou por mail, para aqueles que estão geograficamente distantes!

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