B’H

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Hoje eu tive uma marcante manhã.

Para os que não me conhecem, sigo a religião judaica. Tenho muito orgulho das histórias de meus antepassados e as tradições que envolvem esta religião.

Um destas tradições é dar aos filhos nomes em Hebraico. Ou seja, quando somos chamado à frente da Torá (nosso principal livro, similar à uma Bíblia) falamos os nomes de nossos pais e nossos nomes.

Chegando na sinagoga Beith Chabad o rabino Avraham Steinment me acolheu explicando o que seria dos próximos momentos.

E hoje, 20/02/2015, comemora uma importante data, chamada de Rosh Chodesh, que é basicamente a renovação da lua, ou seja, mais um motivo de festa!

Primeiramente temos as rezas diárias e passada estas, o rabino me chama,

É feita uma reza pelo “registro” dos nomes, e, diante da Torá, falo algumas palavras, ficando assim, devidamente inscritos estes nomes.

E que alegria na sequencia! Todos vem me cumprimentar, abraçar, ganho 3 beijos (1 para cada filha) de vários, me parabenizando pela benção maravilhosa que é ter filhos, adorei e fiquei muito emocionado!

Alguns instantes depois uma pessoa vem conversar comigo:

– Quantos filhos você tem ao todo?

– Tenho dois meninos e agora, 3 meninas, respondo.

– Parabéns, você está ganhando de mim, tenho 4 filhos!

Sim, em uma sinagoga é um raro momento que não chamo a atenção e espanto dos outros por ter muitos filhos, já que vários possuem facilmente mais de 3 filhos, que benção!

Nomes das minhas filhas em Hebraico:

Nicole-(Rivka)
Sofia-(Sarah)
Julia-(Sjendel) esta, é em homenagem à minha avó

Outros nomes:
Adriano – דוד שלמה (Davi Shlomo)

Lorie לאה חנה (Lea Chana

Aron (meu pai) הארון הרשל (Aron Hershel)

Fanny (minha mãe) פייג (Feigue)

Mani (minha sogra) מירי סימונה (Mirian Simona)

Rodapé:

Para entender mais um pouco sobre os costumes judaicos acima descritos:

B’H

É um acrônimo para as palavras em hebraico “Baruch Hashem”, que significa,”Bendito seja o D-us.”

Importância do nome judaico:

A importância de um nome judaico refere-se àquela parte de nós que verdadeiramente define a identidade judaica: a alma judaica. Um nome judaico é o seu chamado espiritual, um título que reflete seus traços particulares de caráter e os dons concedidos por D’us.

Nomear um recém-nascido judeu é uma tarefa sagrada, parte do ciclo de vida da religião judaica. Um menino recebe o nome durante a cerimônia do brit milá, quando entra no pacto de Avraham Avinu; uma menina é nomeada logo após seu nascimento, na primeira oportunidade em que a Torá será lida. Seu pai então é chamado na Torá e nesta oportunidade anuncia seu nome judaica.

Ao escolher um nome para a criança recém-nascida, os pais passam em revista os nomes de seus entes queridos. Isso se baseia no preceito da Torá de que o nome do falecido não deve ser apagado de Israel.

Quando a criança recebe o nome de um parente falecido – segundo o costume askenazi – cumpre também a mitsvá de honrar pai e mãe. Esta mitsvá é obrigatória não somente durante a vida deles, como também depois de sua morte. É uma grande satisfação para a alma, e proporciona prazer às almas dos parentes falecidos, quando os descendentes recebem seus nomes

A Cabalá afirma que os pais recebem inspiração Divina ao escolher um nome para seu filho. O nome é registrado como pertencendo para sempre a esta criança. É por este nome que o menino será chamado à Torá quando chegar a seu bar mitsvá, aos treze anos; quando chegar à vida adulta e ao casamento, seu nome aparecerá na ketubá; este nome é mencionado na prece E-l malei rachamim oferecida em benefício da alma após 120 anos. Assim, o nome judaico acompanha o judeu por toda a vida e em todas as ocasiões.

http://www.chabad.org.br/ciclodavida/nascimento/escolhendo.html

Rosh Chodesh:

Rosh Chodesh, o primeiro dia do mês, é chamado literalmente “a cabeça do mês” e não o “início do mês”, pois assim como a cabeça contém a força de vida para todos os membros, assim também o primeiro dia de cada mês representa a “força de vida” espiritual do mês. A segunda parte do nome, “Chodesh”, é relacionada com a palavra “chadash”, que significa “novo”. Em termos simples, se refere a renovação da lua, o nascimento da lua nova. Nas fontes Kabbalísticas, no entanto, é explicado que cada Rosh Chodesh traz uma nova luz espiritual, uma que nunca iluminou antes ao longo do tempo. A luz deriva de uma revelação geral completamente nova que se realiza todo Rosh Hashanah e que é dividida nos doze meses do ano. Quando cada Rosh Chodesh chega, sua nova luz particular ilumina.

A renovação do mês em si tem uma dimensão Kabbalística. A lua corresponde com a sefira de malchut em que ela “não tem luz própria”e brilha como luz refletida do sol. Similarmente, a “luz” espiritual de malchut é apenas o que ela recebe das sefirot acima dela. Assim como a lua se torna menor e menor até que não seja visível imediatamente antes de seu renascimento, assim malchut recebe sua luz das luzes das sefirot acima dela pela “auto-nulificação” de seu desejo de receber esta luz. Da mesma forma, os Israelitas (que são comparados com a lua) são capazes de se tornar um receptor para a luz do Criador através de exibir a característica de auto-nulificação.

https://aridiario.wordpress.com/

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