A CHEGADA DE UM IRMÃOZINHO

Estava com tanta saudade das postagens da minha parceira e psicóloga Ana Rodrigues que foi com uma imensa alegria ao receber uma mensagem dela mencionando que tinha um novo artigo e se me interessava?

Opa! Artigo de alguém que sou fã declarado? O tema, sobre a chegada de um irmãozinho? Claro que quero!!!

Assim, convido você para uma prazerosa e inteligente leitura sobre o tema!

A CHEGADA DE UM IRMÃOZINHO

Gravidez, ultrassom, enxoval, o quarto e seus adereços!
A barriga que cresce, a mamãe que ajeita a casa para receber o mais novo membro da família, o papai que busca razão e equilíbrio enquanto o coração saltita de emoção! É lindo! É desejável! É mágico! É sufoco gostoso! Sim! Inegável o tom romântico deste momento…

Planos que ultrapassam o tempo. Expectativa do sexo, da cor dos olhos, se será a cara da mamãe, da vovó ou do papai. Parece-nos uma grande brincadeira de faz de conta, “um mundo colorido”, cheio de surpresas e alegrias.

Mas há um outro mundo de desconfortos e esforços por trás de tudo isso. Não sejamos inocentes. O desafio é enorme diante deste grande momento. A adaptação é de todos. O volume de trabalho (físico e emocional) do casal toma grandes e novas proporções. Avós são mobilizadas para ajudar. Aquela tia distante vem passar uns dias e até a vizinha acolhe se preciso for!

E ainda não chegamos ao mais delicado dos problemas e o que nos exige maior força interna: como ficam o(s) filho(s) mais velho(s)? São eles quem “perdem” o trono, dividem o quarto, a atenção, a disponibilidade dos pais, as visitas, os olhares apaixonados, sorrisos e flashs (haja pose para foto)!

Para agravar o quadro, normalmente a família, na intenção de amenizar o sofrimento, passa a maior parte do tempo que antecede a chegada oficial do bebê dizendo: “Você vai ajudar a cuidar do neném? Se ele chorar você vai dar colo? Já aprendeu a trocar fralda? Vai deixá-lo brincar com seus brinquedos?”

Não, não e não.

Se eu pudesse dar um único conselho seria: “Nunca mais façam isso”.

E vou dizer porque! A expectativa durante os meses de gestação já gera um desconforto danado na cabeça da criança que assiste e espera! Afinal, a representação do tempo cronológico para as crianças não é a mesma que a nossa. Barriga cresce e nada desse tal bebê aparecer. Entra dia, sai noite, e só o que é palpável são mudanças e mais mudanças na rotina e em todo o contexto. Quando chega o tão falado irmãozinho…

Ele só chora, mama e dorme. Suga toda e qualquer energia dos pais, impede o sono da casa, tem cólicas. Além de tudo, não sabe falar, não interage (a princípio) e muito menos brinca junto.

Portanto, papais e mamães de segundo, terceiro ou quarto filho, segue algumas dicas para amenizar a turbulência deste momento!

imagem da internet

1- Não conte ao seu filho sobre a sua gravidez logo que a descobriu. Qualquer tempo a menos de expectativa ajudará a minimizar o incômodo. Não será simples, pois os comentários são quase inevitáveis, mas é possível adiar um pouquinho esta notícia.

2- Quando não der mais para adiar, inclua a criança mais velha nas escolhas sobre quarto, berço, roupas e demais providências.

3- Não fique o tempo todo falando e mostrando os movimentos do bebê na barriga, tampouco use este motivo para deixar de estar com seu filho!

4- Gravidez é saúde e não deve ser impedimento para as atividades básicas e cotidianas, como brincar e levar o primogênito à escola.

5- Avise que o bebê quando nasce só quer mamar e dormir. Não sabe falar e por isso chora muito. Isso também ajuda a minimizar a expectativa e consequentemente a frustração.

6- Adote uma postura mais natural possível diante da novidade e instrua os familiares mais próximos a dividir a atenção.

7- Nada de “você já é um rapazinho/mocinha”. É provável que isso os deixe ainda mais chateados e não vai impedí-los de desejar colo e atenção.

8- Passada a turbulência dos primeiros dias (ou meses) garanta ao filho mais velho um momento só dele, mesmo que seja a hora do banho ou uma ida rápida à padaria. Isso faz toda diferença!

9- Não tente omitir ou esconder apertos e desconfortos comuns nestes momentos. Afinal, as crianças têm o direito de compartilhar todo o processo junto da família, sejam problemas ou alegrias.

10- As manifestações de ciúme provavelmente acontecerão. Não banalize o sentimento das crianças. Acolha, diga que entende que tudo isso está chato e garanta que vai cuidar e ajudar a superar.

LEMBRANDO… HÁ UMA ENORME DISTÂNCIA ENTRE O IDEAL E O POSSÍVEL.

Nada garante 100% de sucesso. Tudo precisa ser adaptado à realidade da casa e de cada família. Mas, cuidar destes detalhes tão delicados é necessário!

imagem da internet

Espero ter ajudado!

Boa sorte!

Ana Rodrigues Psicóloga Infantil/Psicopedagoga/Educadora

Contato:

IG @infancia_e_psicologia

Mail: apaularodrigues@yahoo.com.br

13 Comments
  • Regina
    março 30, 2017

    Amei o texto, eu que já sou mãe de 2 sei bem como é e já estou repassando para umas amigas grávidas!!!!

    • Adriano BISKER
      março 30, 2017

      Que legal Regina! Então acho que você irá curtir os outros textos da Ana, dá uma olhada em meu que tem mais textos incríveis dela!

  • Claudia
    março 30, 2017

    Oi Adriano
    Muito bom seu post
    Parabéns, Ana! Concordo com você. É preciso ter cuidado com o que é dito ao irmão mais velho.
    Temos tantas expectativas e às vezes mesmo com boa intenção deixamos as crianças confusas nesta fase.
    Bjs

  • Deia Tomaz (@iguallaemcasa)
    março 30, 2017

    adorei o texto!!
    tenho apenas um filho, mas sou a mais velha de 5 irmãos, ou seja, vivi muito a expectativa da chegada de mais um na casa… realmente os 9 meses até a chegada do bebe são intermináveis e… meu Deus, como eu pensava nessa criança kkkkk… será que ele roubaria meu quarto, a atenção dos meus pais???
    Não é fácil ser irmão mais velho não rs….

    • Adriano BISKER
      março 31, 2017

      Como sou caçula não passei por isso!!! rsrsrssr Mas realmente, para uma criança pequena a chegada do irmãozinho não são somente flores né?

  • Anna Peppe
    março 31, 2017

    Dicas valiosas

  • Maria Valdirene
    março 31, 2017

    Super amei esse post e concordo que devemos ter cuidado com o outro filho ou os outros, é um momento muito importante para a família e a criança tem que perceber que ela faz parte dessa espera e se sentir amada por todos!

  • Victor Hugo Feliciano Casagrande (@VitaoKazones)
    março 31, 2017

    Ótimas dicas, vou repassar para a patroa, meu segundo chega no final de Julho e tô cheio de medos em relação ao primeiro, hehehe…

    • Adriano BISKER
      abril 3, 2017

      Respira fundo e vai! rsrssr Nada de receios, leve naturalmente que tudo será tranquilo, meu amigo!

  • Michele Gobbato
    abril 4, 2017

    Ótimo post, aqui o Gui participa desde o começo quando descobri a cegonha mandou uma carta para ele contando a novidade que era seria promovido a irmão mais velho afinal esse era o desejo dele a mais de 3 anos, levei ele nas consultas no período de férias dele e em todos os ultrassons ele participa também, nome ele escolheu, primeira roupa também, ajudou a decidir o tema que vai ser o chá de bebê, e agora vamos começar a montar o enxoval e ele tbm irá ajudar, como já é maiorzinho na questão do tempo para ele entender quando nasce associei as férias da escola com a época do.nascimento já que vai nascer no começo de Julho, e ele mesmo diz para nós que irá ajudar quando chorar, a arrumar as coisas, só não vai trocar fralda suja de cocô kkkkk.
    Acho muito importante ser sincero e explicar que terá mudanças, que algumas coisas no começo não podemos fazer nas que aos poucos vamos nos ajeitando.

    Mi Gobbato

    • Adriano BISKER
      abril 6, 2017

      Sensacional Mi!! Aposto que o Gui deve estar muito feliz com a chegada!!! E adorei ele falando que não irá trocar as fraldas!! Os meus falaram a mesma coisa, por que será que eles evitam???

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