Alienação parental

Trago um novo artigo escrito pela minha parceira Ana Rodrigues, onde, com grande sabedoria comenta sobre o delicado assunto de alienação parental, infelizmente tão em voga e muito utilizado nos dias de hoje.

Vale muito a leitura, reflexão, aproveite!

 

LEIA APENAS SE TIVER VONTADE E TEMPO PARA REFLETIR 💭

O assunto é sério e merece respeito! 💪🏼👊🏼

 

👨‍👩‍👧ALIENAÇÃO PARENTAL🏃🏼💃🏻

A presente reflexão é fruto de alguns pedidos, e principalmente do volume de situações que tive a chance de acompanhar e dar assistência em consultório. Quando o assunto é a criança e seu contexto familiar, precisamos, além de outras sutilezas, considerá-la como um ser reativo e buscar o máximo possível de compreensão sobre suas vivências.
Tratando-se de casal separado ou em processo de separação, a situação pode se tornar bem delicada, especialmente quando uma das partes perde o prumo ou age de maneira inconsequente.
Mas afinal, o que é ALIENAÇÃO PARENTAL? Em suma é quando, em caso de separação, um dos genitores induz, provoca ou estimula na criança/jovem um sentimento negativo pelo outro genitor. Geralmente, um dos pais, por sentir-se abandonado ou rejeitado pelo outro, manipula o filho para que desenvolva a mesma revolta.
Normalmente esta ação inicia-se sutilmente, com “inofensivos” comentários e críticas sobre o outro. Em quase todos os casos, estas ações evoluem para comportamentos cada vez mais perversos do alienador, tais como: impedir encontros e visitas, omissão de fatos relevantes da vida da criança, criação de versões pejorativas sobre o alienado e até ameaças…
E as consequências???
DE-SAS-TRO-SAS!
A saúde física e emocional das crianças que vivem sob esta tortura torna-se imensamente fragilizada, gerando problemas como distúrbios de várias naturezas, comportamentos excessivamente contidos ou eufóricos, problemas com a atenção e concentração e até, em casos extremos, o desenvolvimento de posturas delinquentes. Como exemplo, o uso e a dependência de substâncias químicas (álcool e outras drogas), na busca de  “alívio” à dor e “auxílio” na lida diária com este verdadeiro massacre.
Diante de tanto estrago, é importante ponderarmos sobre o uso destas informações. Antes, não se falava deste assunto e a questão era velada, não dita e, consequentemente não tratada. Atualmente, vê-se a Alienação Parental discutida em novelas, programas de entrevistas na TV e na Rádio… Sim! Parece ótimo que o assunto esteja sendo discutido, afinal, é um convite aos pais para que reflitam e racionalizem mais suas escolhas. Porém, junto disso,  ganhamos uma carga de BANALIZAÇÃO e MODISMO: o assunto torna-se comum nas mídias e quem o pratica se reconhece diante dos múltiplos históricos parecidos, o que acaba por autoriza-lo a continuar. “Não sou o único que faço isso.” Por outro lado, quem ainda não o faz, começa a ver exemplos contínuos circulando nas mídias e considera como uma saída possível, passando a adotar as mesmas atitudes. “Vou tentar este recurso, já que tem tanta gente fazendo.”
Temos ainda a vertente jurídica, que não saberei explanar como uma especialista, mas que devemos considerar, pois gera decisões e encaminhamentos ainda mais desgastantes e radicais, quando confirmada a alienação. Medidas legais protetivas (e necessárias) podem deixar um rastro ainda mais invasivo na história do sujeito.
Enfim, a reflexão que desejo deixar hoje é sobre a responsabilidade dos pais independente da continuidade ou fim da vida conjugal.

NÃO, filhos não são responsáveis, tampouco culpados, pela incompatibilidade do casal.
NÃO, filhos não merecem esta agressão.
NÃO, filhos não seguram casamento.
NÃO, filhos não trazem a pessoa amada de volta.
NÃO, pais não têm direito de inserir os filhos no caos de suas escolhas.
NÃO. Já deu!

 Ana Paula A. Rodrigues 

Mail dela para contato, consultas, envio de dúvidas apaularodrigues@yahoo.com.br

Sigam ela no Instagram: https://instagram.com/ana_escutaainfancia/

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